ONU alerta para risco de escalada da pirataria na Costa Ocidental de África

26 setembro 2011

Escritório da ONU sobre Drogas e Crime fala de crescente preocupação com notícias de que piratas estariam a assumir o controlo das águas da região.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A ameaça de acções piratas na Costa Ocidental de África devem ser levadas a sério, disse o director executivo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc.

Falando à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, Yuri Fedotov, disse haver crescente preocupação com notícias de que piratas estariam a assumir o controlo das águas da região.

Benim

Fedotov  reuniu-se com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Benim, Nassirou Bakou Arifari. De acordo com o Unodc, o país africano, em particular é alvo do maior número de acções de pirataria ao largo da sua costa, que poderá ter implicações no seu desenvolvimento e estabilidade.

O Golfo da Guiné, uma faixa da costa Ocidental africana que abrange mais de uma dezena de países tem grandes reservas de cacau, óleo e metais necessários para abastecer os mercados do mundo.

Contrabando

A agência da ONU fala de primeiros sinais da disposição dos piratas em atacar novas oportunidades e lucros. O fenómeno, aliado ao contrabando de drogas, e a incerteza política fizeram do Golfo da Guiné um ambiente difícil para investidores que procuram benefícios dos recursos naturais.

Juntas, a Unodc, a missão da ONU na África Ocidental, Unowa, e a Organização Marítima Internacional devem criar uma missão para avaliar a capacidade do Benim para combater a pirataria.

O apoio deve ser canalizado no âmbito da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, como parte do plano de acção regional para combater o narcotráfico e o crime organizado.

O Unodc observa que, apesar do fenómeno não ser comparável à África Oriental, um escalar das acções piratas no Golfo da Guiné, mal equipada para combater a ameaça, poderia interromper o transporte e o investimento.

O Conselho de Segurança já expressou preocupação com o aumento da pirataria, assaltos à mão armada marítima e relatórios sobre tomada de reféns no Golfo da Guiné. O órgão  alertou igualmente para o seu impacto sobre o comércio, segurança e actividades económicas na sub-região.

 

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