Moçambique quer evitar “problemas mais graves” de terras, diz presidente

23 setembro 2011

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, Armando Guebuza defende estudo da situação nacional do recurso;  e diz que pobreza deve ser combatida através de uma aposta concertada da região.

[caption id="attachment_205234" align="alignleft" width="350" caption="Armando Guebuza"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Maputo.

Com o aumento de investimentos na terra em Moçambique é fundamental que seja concentrada maior atenção no estudo da situação do recurso, disse o presidente do país, Armando Guebuza.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o estadista considerou fundamental que a terra seja usada “de forma racional”.  Segundo referiu,  a preocupação justifica a análise especial que a questão tem merecido pela sua equipa.

Conhecimento

“Estamos preocupados em fazer o que chamaríamos zonamento. Há uma província, a da Zambézia, onde já se fez o zoneamento, para se ver a aptidão da terra e como estão a ser utilizadas para, a partir daí, ser estendida para todo o país. Este zoneamento vai ser feito em todo o pais e, talvez daqui a um ou dois anos teremos conhecimento do que a terra pode oferecer e saibamos que o pode ser feito em termos agrícolas.  É por isso mesmo que, antecipamo-nos a problemas mais graves, hoje há problemas também, que concentramos a nossa atenção no estudo da situação da terra”, referiu.

Guebuza  apontou que, paralelamente à terra, a pobreza continua a ser a maior preocupação do país onde ocorre a descoberta de novos recursos “no solo e no subsolo”.

O presidente moçambicano defendeu que, no âmbito regional, o combate aos fenómenos deve ser aliado à resolução de conflitos,  e aos processos de democratização com  uma maior participação das populações.

 

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