Lusófonos na ONU: Assembleia Geral

23 setembro 2011

Cerca de 15 mil pessoas circulam por dia pelas Nações Unidas durante a 66ª Sessão da Assembleia Geral, que segue até o fim de setembro; conheça alguns lusófonos que acompanham, pela primeira vez, os debates com chefes de Estado e governo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Setembro é o principal mês no calendário das Nações Unidas – é quando acontece, todos os anos, os debates de Alto Nível da Assembleia Geral.

A sede da organização, em Nova York, se torna o ponto de encontro de diplomatas, jornalistas, chefes de Estado e de governo que vêm de todo o mundo: são 193 países que fazem parte da ONU, sendo oito os de língua portuguesa.

Emoção

Nesta 66ª Assembleia Geral, a Rádio ONU foi ouvir cidadãos lusófonos que acompanham os debates pela primeira vez. Da capital moçambicana, Maputo, veio o repórter de imagem da Televisão de Moçambique, Samuel Canda. Foram 16 horas de viagem até Nova York e ele fala sobre a emoção de estar na sede das Nações Unidas.

“Quando viemos ao edifício da ONU, fiquei impressionado. Primeiro com o nível de segurança que aqui foi colocado; segundo, sinto-me feliz por estar em um edifício que une vários povos”, afirmou.

A impressão sobre a ONU é compartilhada por outro lusófono da África,  Inocêncio Pombal, da Rádio Nacional de Angola. Entre todos de chefes de Estado que participam da Assembleia Geral, Inocêncio estava ansioso pelo discurso da presidente brasileira.

Discursos

“Sim, alguém em especial, a Dilma. É impressionante ouvi-la falar. O Brasil é um dos países que está a ajudar Angola na sua reconstrução, então nós vemos no Brasil uma esperança para o desenvolvimento”, afirmou.

Do Brasil, veio o repórter paulista Victor Boyadjian. Ele pisou no saguão da Assembleia Geral pela primeira vez, acompanhado da equipe da Rádio ONU.

"É um privilégio estar em um lugar onde são tomadas decisões importantes e discutidos os assuntos que têm relevância no mundo inteiro, não só para o futuro do meu país, como de tantos outros”, avaliou.

Língua Portuguesa

A crise econômica, a segurança nuclear, o papel da mulher e a preocupação com o avanço das doenças crônicas no mundo são alguns dos temas que estão sendo discutidos na Assembleia Geral. O chefe de redação do semanário Domingo, de Moçambique, Alfredo Dacala, espera que seja dada uma atenção especial para a língua portuguesa.

“Como lusófono, espero que aquilo que nós vivemos como países da Cplp, as provações que nós temos, também sejam levadas em conta para que nos sintamos como parte desta comunidade. Uma das coisas que debatemos é que somos milhões de pessoas a falar o português e queremos também que a língua seja reconhecida como tal, como nossa própria comunidade”, disse.

Bastidores

Segundo a equipe de segurança da ONU, cerca de 15 mil pessoas estão circulando diariamente na sede da organização durante a Assembleia Geral. Jornalistas de todo o planeta estão na estatística, acompanhando os bastidores desse grande evento da diplomacia internacional.

Inocêncio Pombal, de Angola, é jornalista há 30 anos e garante que está atingindo o auge da profissão, agora, com a Assembleia Geral.

"Eu acho que qualquer jornalista gostaria de atingir esse topo. Foi a primeira vez (que vim) e estou altamente impressionado. É muito especial. Trata-se do evento onde estão quase todos os líderes mundiais. E a preocupação do mundo está aqui. Isto para mim é o topo da minha carreira”, disse.

Os debates de Alto Nível, com os discursos dos chefes de Estado e governo seguem até terça, 27 de setembro. A ONU vai reabrir ao público em geral no dia 03 de outubro.

 

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