Pillay pede acção internacional para promoção do diálogo no Iémen
Alta comissária para os Direitos Humanos pede diálogo abrangente entre governo e oposição; agências noticiosas apontam que pelo menos 80 pessoas morreram desde o início da semana na capital, Sanaa.
[caption id="attachment_205163" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay pede diálogo e fim da violência no Iémen"]
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos apelou ao diálogo abrangente entre o governo e a oposição para conter a violência no Iémen. Navi Pillay considerou a situação perigosa e pediu às partes que cessem as hostilidades.
Agências noticiosas apontam que pelo menos 80 pessoas morreram desde domingo na capital Sanaa, em confrontos entre apoiantes e opositores do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 33 anos.
Aproximação
Em nota, publicada esta quinta-feira, em Genebra, Pillay pede o apoio da comunidade internacional para a aproximação das partes para o alcance de uma paz duradoura e o respeito aos direitos humanos dos iemenitas.
Pillay condenou o uso de munições reais e de atiradores pelas forças de segurança contra manifestantes na Praça da Mudança e em zonas circundantes, em Sanaa e na Praça da Liberdade, em Ta'izz.
Grupos Armados
O recurso à violência por grupos armados antigovernamentais nos protestos, iniciados em Março, foi igualmente condenado.
A alta comissária instou as autoridades a agir rapidamente para implementar as recomendações contidas no relatório de uma missão de avaliação para o Iémen. O documento foi publicado na semana passada.
Indemnização
O apelo destacou a necessidade de abertura de uma investigação internacional independente sobre as alegadas para que os responsáveis sejam levados à justiça e as vítimas indemnizadas.
Um apelo foi igualmente lançado para a criação de um gabinete do Escritório de Direitos Humanos no Iémen.