Fernando Henrique Cardoso reitera necessidade de maior contacto entre Brasil e África

22 setembro 2011

Turismo, televisão e redes sociais apontados como veículos potenciais para enriquecer a comunicação e conhecimento intercultural.

[caption id="attachment_205132" align="alignleft" width="350" caption="Fernando Henrique Cardoso"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O antigo presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso defendeu medidas para melhorar o conhecimento entre brasileiros e países africanos de expressão portuguesa.

Em entrevista à Rádio ONU, de São Paulo, Cardoso disse que o nível de informação sobre o continente africano nos meios intelectuais do Brasil ainda é reduzido.

Televisão e Redes Sociais

Segundo defendeu, apesar da “forte presença” de programas televisivos do Brasil nos países africanos, a comunicação entre estes, deve ser efectivada com conteúdos mais enriquecidos sobre África.

“Acho que o instrumento principal é a televisão. Hoje temos as chamadas redes sociais na Internet. Esse é um instrumento muito activo. É possível criar uma cadeia de internautas africanos e brasileiros que se comunicassem com mais frequência”, contou.

Cardoso reconheceu a importância de intercâmbios culturais e literários frequentemente realizados, por permitirem o conhecimento e valorização da língua para difundir culturas, mas apontou desafios, citando como exemplo o sector turístico.

Turismo

“Um dos modos de ter proximidade é o fluxo maior de turistas. Veja que aconteceu algo semelhante entre o Brasil e a Argentina. Tínhamos dificuldades com a Argentina por razões estratégicas e de cunho militar, mas isso acabou com o Mercosul. De lá para cá, o fluxo de pessoas entre os dois países é  imenso! E os brasileiros passaram a ter interesse pelo que acontece na Argentina. Penso que o mesmo deve acontecer entre África e principalmente com nações de expressão portuguesa”, frisou.

Fernando Henrique Cardoso, que também dirigiu a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp,  assumiu a presidência do Brasil entre  1994 e  2002.

 

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