Dilma destaca autonomia feminina, economia mundial e Estado palestino
BR

21 setembro 2011

Presidente do Brasil faz história ao se tornar a primeira mulher a abrir os debates anuais da Assembleia Geral nas Nações Unidas.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A presidente Dilma Rousseff fez história, nesta quarta-feira, ao se tornar a primeira mulher a abrir os debates anuais da Assembleia Geral da ONU.

“Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia”, afirmou.

Crise Financeira

Dilma dedicou grande parte do discurso pedindo a união da comunidade internacional para solucionar a crise financeira mundial.

“Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência é não é ilimitada. Queremos e podemos ajudar, em quanto é tempo, os países onde a crise já é aguda. Um novo tipo de cooperação entre países emergentes e desenvolvidos é a oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais”, disse.

Realidade Contemporânea

A chefe de Estado e governo afirmou que a ONU não pode esperar mais para reformar o Conselho de Segurança.

“O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18° ano. Não é possível protelar mais. O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha refletir a realidade contemporânea. O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho”, afirmou.

Autoridade Nacional  Palestina

A 66ª sessão da Assembleia Geral deve contar com o pedido da Autoridade Nacional Palestina de ser aceita como Estado-membro da ONU. Uma causa, que segundo Dilma, tem que ser apoiada pela comunidade internacional.

“Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a título pleno. O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio”, defendeu.

A presidente Dilma Rousseff deve participar ainda neste primeiro dia de Assembleia Geral de encontros bilaterais, retornando ao Brasil nesta quinta-feira.

 

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