Portugal defende maior cooperação florestal com países da Cplp

20 setembro 2011

Em entrevista à Rádio ONU, Secretário de Estado para as Florestas falou de planos de dar impulso à investigação e cooperação com os países-membros,  além do aumento exportação de produtos florestais.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Portugal quer maior troca de conhecimentos com países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp,  para travar o avanço da desertificação, disse o Secretário de Estado portugês das Florestas, Daniel Campelo.

Em declarações à Rádio ONU, em Nova Iorque, onde participou no Encontro de Alto Nível sobre a Desertificação, Campelo falou da estratégia de valorização económica dos recursos florestais portugueses para incrementar as exportações.

Desertificação

O secretário de Estado abordou, igualmente, a necessidade de melhorar os solos e as condições de desertificação com base na partilha de experiências com os membros da organização.

“Na relação de cooperação com os países de expressão portuguesa, nomeadamente África, no sentido de trocar conhecimentos para que de uma forma bilateral possamos avançar e resolver problemas que não são exclusivos de nenhum país, mas que são cada vez mais globais e podem melhorar significativamente o estado social de África, da Europa e de todo o mundo”, disse.

Investigação

A nível nacional, as autoridades florestais apostam na investigação ligada ao genoma de espécies florestais para impulsionar o sector, que representa 11,5% das exportações portuguesas.

Campelo disse que uma das medidas do governo ao agregar, no mesmo Ministério, os sectores da agricultura, ambiente, mar e ordenamento territorial onde quer cooperar com África e o Brasil. O potencial florestal de Portugal é, segundo Campelo,  avaliado em cerca de 65% do território.

Segurança Alimentar

Relativamente aos efeitos da desertificação, o representante português lembrou que esta põe em causa a segurança alimentar, controle da pobreza e a conservação florestal.

Os participantes destacaram a necessidade de implementar acções mais enérgicas para proteger as terras secas do mundo, dos quais dependem dois mil milhões de pessoas.

 

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