OMS diz que rápida urbanização leva a aumento de doenças crônicas
BR

19 setembro 2011

Líderes de vários países falam do esforço global contra doenças cardíacas, circulatórias, diabetes e câncer; Organização Mundial da Saúde divulga estudo sobre formas econômicas para combater o problema.

[caption id="attachment_204934" align="alignleft" width="350" caption="Margaret Chan atribuiu o crescimento global das doenças crônicas não-transmissíveis à rápida urbanização em todo o mundo"]

Victor Boyadjian, da Rádio ONU em Nova York.*

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, defendeu, na Assembleia Geral da ONU, que a luta contra doenças crônicas não-transmissíveis deve ser feita por líderes de todos os países.

A declaração foi feita na abertura da primeira reunião de alto nível sobre este tipo de doença, que vem ganhando atenção mundial. Chefes de Estado de dezenas de países participam do encontro.

Crescimento Global

Para Chan, o aumento do número de mortes por doenças cardíacas, circulatórias e o câncer são resultado da rápida urbanização em todo o mundo.

A chefe da OMS disse que o crescimento global das doenças crônicas não-transmissíveis é um desastre em câmera lenta, porque muitas destas doenças se desenvolvem com o tempo e porque os hábitos que causam o problema estão se espalhando com uma velocidade impressionante.

Gastos Públicos

O aumento das doenças também já prejudica a economia de alguns países. Os governos têm gastado cada vez mais.

Margaret Chan explicou que em alguns países, os gastos com diabetes já são metade do total investido em saúde. Estudos mostram que nos próximos 20 anos, as doenças crônicas não-transmissíveis poderão ser responsáveis por gastos de US$ 30 trilhões pela economia global.

Um estudo da OMS divulgado nesta semana traz soluções baratas para governos de países em desenvolvimento na prevenção das doenças.

O documento propõe aos governos o aumento de impostos sobre a comercialização de tabaco e bebidas alcoólicas, o investimento em campanhas de alerta para os riscos da vida sedentária e promoção de atividades físicas e alimentação saudável.

A adoção destas medidas gastaria pouco mais de um dólar por habitante.

Apresentação: Luisa Leme.

 

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