Modelo da ONU ajudou a resolver disputa entre grupos marciais no Timor
BR

16 setembro 2011

Violência causou morte de um policial e o incêndio criminoso de 67 casas no vilarejo de Tashilin; mediação foi feita com ajuda da comunidade local e centenas de moradores.

[caption id="attachment_204729" align="alignleft" width="350" caption="Modelo de diálogo proposto pela ONU foi batizado de Simu Malu"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O modelo de mediação das Nações Unidas ajudou a resolver uma disputa violenta entre dois grupos de artes marciais no Timor-Leste.

A declaração foi dada pelo chefe do vilarejo de Tashilin, Alexandre Pereira, após o incidente que causou a morte de um policial, que estava de folga no dia, e o incêndio de 67 casas.

Comunidade Local

Segundo analistas, muitos lutadores de artes marciais no Timor-Leste se envolvem em episódios violentos.

Pelo modelo de diálogo proposto pela ONU, batizado de Simu Malu, a comunidade local convoca uma reunião, da qual participam centenas de pessoas. Desta vez, o encontro foi mediado pelo Ministério da Solidariedade Social e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimeto, Pnud.

O encarregado do Pnud no Timor-Leste, José Belo, afirmou que após o encontro e a resolução do conflito entre os dois grupos de artes marciais, ficou claro que os problemas podem ser resolvidos de maneira pacífica.

Os dois grupos explicaram suas razões para a disputa em frente a uma plateia composta de moradores e outros timorenses. Eles se comprometeram ainda com uma trégua e decidiram cooperar para restaurar a tranquilidade no local.

O chefe do vilarejo timorense, Alexandre Pereira, disse que o modelo de diálogo para resolução de conflitos ajudou a restabelecer as relações entre as duas partes e evitar mais confrontos.

O Timor-Leste, uma nação de língua portuguesa no sudeste da Ásia, recebeu uma nova missão da ONU em 2006. A força permanece no Timor até 2012, quando estão marcadas as eleições no país.

 

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