Suposto envolvimento de menores na violência na Síria justifica exame rigoroso

14 setembro 2011

Em entrevista à Rádio ONU, presidente da Comissão de Inquérito Independente da ONU para o país diz que as revoltas  devem ser tratadas como caso específico.

[caption id="attachment_203121" align="alignleft" width="350" caption="Protestos na Síria são parte de ampla onda de revoltas populares no Oriente Médio"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Alegações de violações envolvendo menores na Síria devem ser rigorosamente examinadas, apontou o Prof. Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão de Inquérito Independente das Nações Unidas para a Síria.

Em entrevista à Rádio ONU, de São Paulo, Pinheiro disse que vários relatos recebidos sobre a questão levam a que esta tenha atenção, apesar de não ser o foco da missão a ser levada a cabo com mais dois peritos. Ele deve seguir para a capital suíça, antes de dar início à missão na Síria.

Detalhes

“Espero que depois que me reúna, em Genebra, possa informar, com mais detalhes, o que vou fazer até ao final de Novembro, quando o relatório deve ser preparado. (O contacto) É essencial não só com a alta comissaria de Direitos Humanos, que é presidente do Conselho dos Direitos Humanos, mas também com a equipa que vai colaborar com a comissão”, disse.

O académico brasileiro foi nomeado, esta segunda-feira, na  Sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que decorre até o final de Setembro, em Genebra.

Coincidência

O professor disse que as revoltas a única coincidência com os levantes ocorridos nos países do Norte de África e do Médio Oriente e que a questão das revoltas na Síria deve ser tratada como caso específico.

O grupo vai estar a cargo das investigações de abusos dos direitos humanos na sequência de protestos violentos iniciados em Março. A ONU estima que mais de 2,6 mil pessoas tenham morrido.

Supostos Maus Tratos

Forças governamentais são acusadas de assassinatos, espancamentos e torturas, incluindo supostos maus tratos submetidos a crianças. As autoridades  estimam que  número de mortos é menor de 1,5 mil.

Pinheiro disse ser prioritário ressaltar junto das autoridades sírias o carácter de objectividade e independência da missão, que além do governo vai precisar da cooperação da sociedade civil.

 

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