ONU anuncia medidas após alerta de chuvas fortes no Paquistão

13 setembro 2011

Autoridades estimam que 5,3 milhões de pessoas estejam afectadas pelas chuvas de monção; agências anunciam envio de suprimentos para socorrer os desabrigados.

[caption id="attachment_204522" align="alignleft" width="350" caption="Fortes cheias já tinham atingido o Paquistão em 2010 "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Meteorológica Mundial anunciou a emissão de dois alertas dando conta de fortes chuvas de monção, até esta sexta-feira, a sudeste da província paquistanesa de Sindht.

Estima-se que até ao momento, 5,3 milhões de pessoas estejam afectadas pelas chuvas, que duram há um mês.

Morte e Destruição

Em 2010, o país sofreu  as piores cheias da sua história que se saldaram em mais de duas mil mortes e na destruição de 1,6  milhão de casas.

Face às previsões de chuvas fortes, foi dada uma ordem às autoridades das zonas baixas da província do sul para que permaneçam em alerta.

Ajuda aos Desabrigados

Na segunda-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou o envio de 17 mil kits de abrigo e de socorro, além de artigos não-alimentares para ajudar famílias desabrigadas.

Antes, o Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, distribuiu  3,4 mil tendas e tanto a OIM como ONGs internacionais, começaram a operar no distrito de Badin, onde autoridades estimam que a área inundada seja de 90%, com cerca de 100 mil deslocados.

Contaminação da Água

Por seu turno, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse estar preocupado com a contaminação da água. A agência deve distribuir 100 mil redes mosquiteiras e reforçar a vacinação contra o sarampo além de oferecer suplementos vitamínicos às crianças.

Apesar das estradas danificadas, que dificultam o acesso aos deslocados internos, a distribuição de alimentos para pelo menos 400 mil pessoas deve iniciar em breve, indicou o Programa Mundial da Alimentação, PMA.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou para um alto risco de surtos de doenças transmissíveis, devido ao acesso limitado à água potável. A agência diz que as chuvas já destruíram mais de 100 unidades de saúde.

 

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