Aiea: preocupação com programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte
BR

12 setembro 2011

Diretor-geral da agência da ONU disse que atividades da da Coreia do Norte estão inacessíveis há dois anos; situação das instalações nucleares em Fukushima, no Japão, foi dada como ‘estável’.

[caption id="attachment_204503" align="alignleft" width="350" caption="Yukiya Amano alertou para possibilidade de o Irã ter desenvolvido mísseis nucleares; Agência também se diz preocupada com a Coreia do Norte"]

Victor Boyadjian, da Rádio ONU em Nova York.*

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano alertou para a possibilidade de o Irã ter desenvolvido mísseis com capacidade de carga nuclear.

A preocupação é baseada em informações recebidas pela Aiea, que pretende dar mais detalhes sobre a declaração.

Fins Pacíficos

Amano falou durante a abertura do encontro do Conselho Diretor da Aiea, em Viena. Segundo ele, o Irã declarou ter instalado centrífugas capazes de enriquecer urânio em até 20%. De acordo com o governo de Teerã, a fase para testes teria sido iniciada no início deste mês.

O chefe da Aiea manteve encontros com o vice-presidente do Irã, Fereydoun Abbasi, que também é chefe da Organização de Energia Atômica do país.

Segundo Amano, as informações oferecidas pelo Irã “são insuficientes para garantir que o uso de material nuclear naquele país seja para fins pacíficos.”

Outra fonte de preocupação do comando da agência da ONU é com a situação da Coréia do Norte. Desde abril de 2009, o país asiático “fechou as portas para inspeção do programa nuclear.”

A reunião vai até a sexta-feira e precede a Conferência Geral marcada para a próxima semana.

Estimativa

O diretor-geral ainda comentou a situação das instalações nucleares de Fukushima, que apresentaram um progresso estável nos últimos meses. O local foi o mais afetado pelo terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 11 de março.

A Aiea ainda reviu a previsão de crescimento da quantidade de usinas nucleares no mundo até 2030. A estimativa é que nos próximos 19 anos, 90 novas instalações entrem em funcionamento - a maioria na China e na Índia - um ritmo de ampliação menor que o previsto antes do incidente em Fukushima.

*Apresentação: Luisa Leme.

 

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