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Conselho dos Direitos Humanos abre com alerta sobre países em transição política

Conselho dos Direitos Humanos abre com alerta sobre países em transição política

Alta comissária da ONU fala de 2,6 mil mortos devido à violência na Síria, novos relatos de violações na Líbia e aumento de violência no Iémen.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 2,6 mil pessoas foram mortas na Síria, desde o início dos protestos pró-democracia em Março, indicou esta segunda-feira a alta comissária dos Direitos Humanos da ONU.

Falando na abertura da 18 ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Navi Pillay pediu moderação aos governos e líderes dos países em fase de transição política.

Cargos de Autoridade

Pillay apelou a todos os que exercem cargos de autoridade que tomem medidas para evitar a prática de crimes ou actos de retaliação.

Com base em relatos na Líbia, a alta comissária revelou a evolução da violência após confrontos entre forças governamentais e da oposição no país do Norte de África.

Mortos e Feridos

Navi Pillay indicou haver novos relatos de violações, incluindo execuções em massa e desaparecimentos, que considerou extremamente alarmantes. Ela acrescentou ser preocupante a situação de segurança de migrantes na Líbia, particularmente dos países africanos.

Citando o que chamou “luta cada vez mais violenta pelo poder” no Iémen, onde manifestantes exigem maior liberdade, o fim da corrupção e do respeito pelo Estado de Direito, a alta comissária apontou para centenas de mortos e milhares de feridos.

Protecção de Civis

No seu pronunciamento, Navi Pillay considerou que a protecção dos civis também deve estar no centro da futura resposta da ONU.

A 18ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, de que Angola é único membro de expressão portuguesa, vai decorrer até 30 de Setembro.