Preço dos alimentos estável em agosto, mas FAO espera novos aumentos
BR

8 setembro 2011

Agência da ONU diz que subida da produção não será suficiente para atender demandas futuras; itens como milho, arroz e trigo preocupam especialistas.

[caption id="attachment_204340" align="alignleft" width="350" caption="Valor do preço dos alimentos está 23% mais caro do que no ano passado"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que está preocupada com um novo aumento no preço dos alimentos, apesar da estabilidade registrada no mês de agosto.

Segundo o Índice de Preços, publicado pela FAO nesta quinta-feira, o valor cobrado pelos alimentos está 26% mais caro que era cobrado pelo mesmo período do ano passado. No panorama geral, o índice se encontra 7 pontos abaixo do recorde histórico de 238 pontos em fevereiro deste ano.

Relativa Estabilidade

Mas para os especialistas, a estabilidade de agosto não será suficiente para conter uma alta dos preços. A chefe dos Serviços de Emergência da FAO, Cristina Amaral, disse à Rádio ONU, de Roma, que a produção não deve ser suficiente para atender a futuras demandas.

“Em geral, a produção de 2011 é boa, mas há também um aumento do consumo, isto que faz com que os preços não baixem. Só com maior investimento na agricultura, maior produtividade, sobretudo nos países pobres, se pode começar a tentar sair deste tipo de crise que é hoje em dia completamente imprevisível”, afirmou.

Temperaturas Quentes

A revisão em baixa das previsões de colheita de milho nos Estados Unidos é tida como um dos fatores de grande preocupação. O maior produtor do mundo do cereal registrou temperaturas quentes em julho e agosto.

Por outro lado, a subida de 9% no preço médio do trigo deve-se à forte procura e a cada vez maior escassez do cereal de alta qualidade.

Um outro motivo de alarme é o aumento do preço do arroz tailandês em 5%, em julho. A medida foi impulsionada por uma mudança de política das autoridades do maior exportador mundial.

A agência indica que, apesar do possível aumento, a produção de cereais, ainda não será suficiente para compensar a procura devido à baixa de estoques e aos preços elevados e voláteis.

*Apresentação: Luisa Leme, da Rádio ONU em Nova York.

 

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