Agência pede proteção de migrantes de confrontos em Sebha, na Líbia
BR

6 setembro 2011

OIM informou que 1,2 mil pessoas estão ‘aterrorizadas’ por causa do fogo cruzado entre simpatizantes e opositores de Muammar Kadafi.

[caption id="attachment_203488" align="alignleft" width="350" caption="Mais de mil migrantes sem sair da cidade"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que a localidade de Sebha, na Líbia, continua nas mãos de forças do governo, ainda que cercada por membros da oposição.

Nesta terça-feira, o porta-voz da OIM, Philippe Chauzy, pediu a proteção dos migrantes que estão no meio do fogo cruzado em Sebha. Segundo Chauzy, eles estariam “aterrorizados” com a situação.

Situação Humanitária

Em julho, a agência resgatou por ar cerca de 1,5 mil migrantes do local. A maioria mulheres e crianças da África Subsaariana.

A OIM voltou a pedir a todos os lados no conflito que protejam os civis. Atualmente, 1,2 mil migrantes não têm como sair da cidade.

Desde a intensificação dos combates, a situação humanitária tem piorado em Sebha e outras cidades da Líbia. O Unicef informou que aumentou a distribuição diária de água em mesquitas e comunidades locais em 200 mil litros.

A agência da ONU está tentando comprar 11 milhões de litros d´água de países vizinhos para atender cerca de 500 mil pessoas nas próximas duas semanas.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que enviou 13 toneladas de medicamentos para a Líbia em navios que saíram de Malta.

O carregamento inclui kits de tratamentos para trauma de até 700 feridos por três meses.

 

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