Intensificada ajuda alimentar a refugiados somalis na Etiópia

2 setembro 2011

Avaliação médica indica existência de 19% de malnutrição aguda grave num dos acampamentos; insegurança alimentar afecta 13 milhões maioritariamente na Etiópia, Somália, Quénia e Djibuti.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas e seus parceiros intensificaram a distribuição de alimentos em acampamentos na Etiópia, que acolhem somalis que fugiram da fome no seu país, aponta o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

A agência disse haver “taxas de desnutrição alarmantes” entre as crianças. No campo de Kobe, na região etíope de Dollo Ado, uma avaliação médica aos recém-chegados indicou que 19% de menores sofrem de malnutrição aguda grave.

Risco de Vida

Falando a jornalistas, em Genebra, o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, referiu-se igualmente a índices que variam de 16% a 7%.

A malnutrição aguda grave representa um risco de vida para crianças menores de cinco anos. O Acnur considera alarmante uma taxa superior a 1%.

Alimentação

Uma força-tarefa interagencial decidiu, esta quinta-feira, aumentar urgentemente os pontos de distribuição alimentar nos campos, além de abrir centros adicionais de nutrição.

A ideia é assegurar que os refugiados desnutridos recebam alimentação complementar adequada. A ONU estima que mais de 13 milhões de pessoas estejam afectadas pela insegurança alimentar que além da Etiópia assola igualmente a Somália, Quénia e Djibuti.

 

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