Em Mogadíscio, Guterres pede aumento de ajuda às vítimas da fome

1 setembro 2011

Alto comissário da ONU para os Refugiados diz ter testemunhado combinação mortal e desproporcional de conflito, seca e miséria; trata-se da primeira visita de um chefe do Acnur à capital somali, desde os anos 90.

[caption id="attachment_204072" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres visitou Mogadíscio, capital somali"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres pediu à comunidade internacional que aumente rapidamente a ajuda aos deslocados somalis.

Durante a sua primeira visita à capital somali, Mogadíscio, Guterres disse ter testemunhado o que considerou “combinação mortal e desproporcional de conflito, seca e miséria.”

Acampamento

As declarações foram feitas durante uma visita a um centro de deslocados internos, localizado nas ruínas de uma catedral da cidade.

Na primeira deslocação a Mogadíscio de um chefe do Alto Comissariado para Refugiados, desde os anos 90, Guterres lembrou que a sobrevivência é uma luta diária para grande parte dos cerca de 400 mil deslocados da cidade, devido às dificuldades de acesso.

Seca

Nos últimos dois meses, mais de 100 mil somalis, na sua maioria agricultores e pastores de gado fugiram para a capital, provenientes das regiões de Bay, Bakool e Shabelle assoladas pela seca.

A ONU estima que um em cada três somalis precisa urgentemente de assistência humanitária, e que um terço das crianças que vivem no centro e sul da Somália são desnutridas.

Num encontro  com o presidente somali, Sharif Ahmed, Guterres expressou preocupação com a propagação de doenças como a cólera em acampamentos de deslocados.

 

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