África caminha lenta para reduzir morte de recém-nascidos

31 agosto 2011

A Nigéria passa do quinto para o segundo lugar nos países com maior número de registos; em todo o mundo numero de mortes de recém-nascidos diminui de 4,6 milhões em 1990 para 3,3 milhões em 2009.

[caption id="attachment_204017" align="alignleft" width="350" caption="Relatório da OMS"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Apesar de progressos na redução de morte de recém-nascidos em todo o mundo, África está a ficar para trás, aponta um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS.

O novo estudo, lançado simultaneamente em Genebra e Washington, foi realizado durante 20 anos nos 193 países membros da OMS. Além de pesquisadores da agência da ONU, o estudo envolveu a ONG Save the Children e a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Consultas

As estimativas são baseadas em dados recolhidos em consultas com os países, num estudo que detalha os progressos e o potencial para o futuro.

No total, o número de mortes de recém-nascidos diminuiu de 4,6 milhões em 1990 para 3,3 milhões em 2009, com uma queda mais rápida registada a partir do ano 2000.

Países Povoados

A pesquisa aponta que quase 99% das mortes ocorreu no mundo em desenvolvimento, sendo metade em países povoados como a Índia, Nigéria, Paquistão, China e República Democrática do Congo.

A Nigéria, o sétimo país mais populoso do mundo, passou a ocupar o segundo lugar no número de mortes de recém-nascidos, após ter estado em quinto em 1990. A razão apontada pelos pesquisadores para o factor é o aumento de nascimentos, acompanhado pelo aumento ligeiro do risco de morte dos recém-nascidos.

 

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