Exportações da América Latina devem crescer 27% ainda este ano, diz Cepal
BR

30 agosto 2011

Previsão foi feita em relatório, divulgado nesta terça-feira na sede da agência, em Santiago do Chile; mas Cepal também alerta para perigos da desaceleração econômica dos países industrializados.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, informou que as exportações da região deverão aumentar 27% ainda este ano.

A previsão foi anunciada durante a divulgação do relatório da agência “Panorama do Investimento Internacional na América Latina e do Caribe 2010-2011”, nesta terça-feira, em Santiago do Chile, sede da Cepal.

Sul-Sul

Mas segundo a comissão da ONU, a desaceleração dos países industrializados pode afetar o comércio de países emergentes já nos próximos meses.

A Cepal espera que o valor das importações aumente 23% levando a um superávit comercial de cerca de US$ 80 bilhões, equivalentes a R$ 128 bilhões.

A agência da ONU afirmou que o principal motor do crescimento na região é o intercâmbio Sul-Sul, atualmente encabeçado pela China e pelo resto dos países emergentes na Ásia.

Estados Unidos

Mas a volatilidade dos mercados e a crise econômica nos países desenvolvidos são fatores de preocupação segundo a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Para ela, “os desequilíbrios globais, a crise da dívida soberana de vários países europeus e a incerteza fiscal nos Estados Unidos, repercutirão em um enfraquecimento do comércio internacional”.

A América Latina e Caribe são o principal destino das exportações dos Estados Unidos e a segunda principal origem das importações norte-americanas. Mas quando as trocas são feitas com a União Europeia, ainda há espaço para crescimento. A região representa somente 2% do comércio total da União Européia, muito abaixo das vendas aos  países que compõem a UE.

Para a Cepal, é hora de estabelecer uma “nova aliança entre os Estados Unidos e a região para abordar desafios comuns na busca de uma melhor inserção na economia internacional.”

*Apresentação: Luisa Leme, da Rádio ONU em Nova York.

 

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