Receios de epidemias devido à “preocupante” falta de água em Trípoli

29 agosto 2011

Unicef prevê que a capital líbia seja a mais afectada pela carência; 5 milhões de litros do recurso, adquiridos nos países vizinhos, seguem a caminho.

[caption id="attachment_203907" align="alignleft" width="350" caption="Entrega de água na Líbia"]

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A iminente escassez de água na capital líbia, Trípoli, pode resultar numa epidemia sem precedentes, alertou o chefe de Gabinete do Fundo da ONU para a Infância na Líbia, Christian Balslev-Olesen.

Em nota publicada, esta segunda-feira, a agência anunciou a aquisição de 5 milhões de litros do recurso nos países vizinhos, a serem transportados nos próximos dias para Trípoli.

Rebeldes

Agências de notícias apontam que continuam confrontos no país e que os rebeldes tomaram a pequena cidade de Nofilia, na sua ofensiva rumo à cidade de Sirte, tida por bastião do coronel Muammar Kadafi.

O seu paradeiro continua desconhecido, desde a invasão rebelde a Trípoli seguida da captura de seu complexo, na semana passada.

Avaliação

A escassez generalizada de água, combustíveis, alimentos e médicos levou a Organização Internacional para Migrações, OIM, a evacuar 850 imigrantes de Tripoli para Benghazi, a segunda maior cidade do país.A agência diz trata-se de migrantes isolados, vulneráveis e deslocados - incluindo mulheres e crianças.

Antes da operação, Hugo Tavares Augusto, Oficial no Escritório da OIM em Portugal, falou à Rádio ONU do percurso dos migrantes, que inclui a sua permanência num centro de trânsito antes da chegada aos países de origem.

“Tal possibilitará a chegada à zona de Salum, uma região fronteiriça entre a Líbia e o Egipto. Isto permitirá, primeiro por via marítima e depois por via terrestre, a chegada destes migrantes à fronteira egípcia com maior segurança e também  depois poderão obter assistência e apoio adicionais para a continuação da sua viagem de regresso ao território de origem”, contou.

Com os 263 imigrantes evacuados na semana passada, o número de refugiados registados pela OIM após a chegada dos rebeldes à capital líbia ascende a 1,1 mil.

 

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