Economia palestina cresce mais de 9% em 2010 apesar de desafios
BR

25 agosto 2011

Relatório da ONU, divulgado nesta quarta-feira, sugere que aumento é baseado em doações em vez de produção local; desemprego, pobreza e insegurança alimentar ainda são problemas.

[caption id="attachment_203690" align="alignleft" width="350" caption="Índices de desemprego na região palestina estão entre os mais altos do mundo"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, informou que a economia palestina cresceu 9,3% no ano passado.

Segundo o relatório da Unctad, divulgado nesta quarta-feira, o crescimento nos territórios palestinos foi causado pelas doações recebidas do exterior.

Segurança

Pelo documento, o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza e à Cisjordânia continua dificultando a produção local. A medida, segundo o governo israelense, deve-se a questões de segurança.

Apesar do bom desempenho, em 2010, os palestinos continuam enfrentando problemas como desemprego, escassez de alimentos e pobreza.

O coordenador de Assistência aos Povos Palestinos da Unctad, Mahmoud Elkhafif, disse que no ano passado, a metade dos territórios sofreu com insegurança alimentar.

Espaço Marítimo

Segundo ele, a razão seria a impossibilidade de 35% de agricultores palestinos de acessar suas terras. Além do fechamento de 85% do espaço marítimo que servia a pescadores palestinos.

Os índices de desemprego na região estão entre os mais altos do mundo. Quase metade dos trabalhadores com menos de 30 anos não conseguem encontrar trabalho.

 

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