No Ruanda, PMA corta assistência alimentar a refugiados por falta de verbas

24 agosto 2011

Medida prevê redução de 50% nas rações e vai afectar 54 mil refugiados congoleses no Ruanda, a partir de Setembro.

[caption id="attachment_203488" align="alignleft" width="350" caption="Já não havia fundos para as doses diárias"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A falta de verbas levou o Programa Mundial da Alimentação, PMA, a reduzir pela metade as rações alimentares para dezenas de milhares de refugiados congoleses no Ruanda, a partir de Setembro.

O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pelo representante da agência no país, Abdoulaye Balde. Segundo explicou, já não havia fundos para fornecer a dose diária recomendada - de 2,1 mil quilocalorias a mais de 54 mil refugiados congoleses.

Crianças Desnutridas

A falta de fundos afecta particularmente a aquisição de supercereais - uma mistura de milho, soja e micronutrientes frequentemente atribuída a pacientes de HIV e crianças desnutridas.

A agência diz precisar de auxílio urgente de doadores para cobrir um deficit de 2,250 toneladas de bens diversos no valor de 3,8 milhões dólares. O financiamento deve permitir que sejam alimentados refugiados de três campos do Ruanda, até ao final deste ano.

O PMA adverte que a redução do apoio nutricional pode levar ao aumento dos índices desnutrição entre a população de refugiados, especialmente em crianças, mulheres grávidas e em fase de amamentação.

 

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