OIM anuncia projecto de rádio para corredor do norte de Moçambique

24 agosto 2011

Série será difundida em língua local no corredor de Nacala, a norte, um dos mais movimentados do país; taxa de prevalência de HIV em Moçambique é de 11,5%.

[caption id="attachment_198749" align="alignleft" width="350" caption="Prevenção e educação da comunidade"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial para Migrações, OIM, anunciou o lançamento de uma radionovela com apoio da agência, que aborda a prevenção do HIV em Moçambique.

A série em língua emakwa intitulada “Mukwaha n'Ekumi", ou Viaje Seguro - em tradução livre - será difundida no corredor de Nacala, a norte. Trata-se de um dos mais movimentados do país, ligando a região moçambicana à capital malauiana, Blantyre.

Prevalência

A OIM aponta que a iniciativa, que tem o objectivo de aumentar o acesso aos serviços de saúde – especialmente do HIV, aborda o estigma, discriminação, parceiros múltiplos e o uso do preservativo. O país apresenta uma taxa de prevalência de 11,5% entre pessoas de idades entre os 15 e 49 anos.

Falando à Rádio ONU, de Maputo, o director de línguas nacionais da Rádio Moçambique, António Ndapassoa, que teve contacto com o projecto, comentou os benefícios esperados com a produção da iniciativa.

Soluções e Caminhos

“Quando em contacto com o projecto pareceu-me uma abordagem bastante feliz. Pareceu-me uma maneira muito inteligente de por a própria comunidade a reflectir à volta dos seus problemas e buscar soluções e caminhos que possam beneficiar a própria comunidade nesta questão de como enfrentar o HIV buscando soluções locais”, disse.

Os programas devem ser transmitidos por rádios comunitárias ao longo do corredor e em locais que incluem barracas ou feiras comerciais, onde o rádio é o principal meio de comunicação.

Países Vizinhos

De acordo com a OIM, o aumento de infra-estruturas rodoviárias  e ferroviárias, incluindo a criação de corredores da Beira e Nacala expandem o sector dos transportes e aumentam as ligações com os países vizinhos.

O processo resulta num maior número de postos fronteiriços e atrasos de passageiros e motoristas à espera de autorização de passagem, diz a agência.

A situação pode levar ao aumento de sexo como comércio nos postos de controlo bem como o número de parceiros, um dos principais factores de alastramento do HIV em Moçambique.

 

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