Necessários US$ 6 mil milhões para expandir acesso à água potável e saneamento em África

23 agosto 2011

Estudo do Banco Mundial recomenda investimento no saneamento básico para alcance de maiores benefícios económicos.

[caption id="attachment_203587" align="alignleft" width="350" caption="Medida pode resultar em benefícios"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Pelo menos US$ 6 mil milhões são necessários, anualmente, para acelerar os progressos no acesso à água potável e saneamento em África. A informação é avançada num relatório do Banco Mundial, que apela a uma maior participação de entidades nacionais e doadores na aquisição dos fundos.

O estudo defende que uma transição para o controlo dos serviços de água e saneamento por parte dos países poderia, potencialmente, aumentar o acesso de milhões de pessoas até 2015.

Investimento

Caso as famílias invistam no saneamento básico, a medida pode resultar em benefícios económicos sete vezes superiores ao investimento inicial, em áreas que incluem a saúde e tempo de acesso, refere o Banco Mundial.

A instituição aponta a existência de um desafio redobrado na África Oriental, que é afectada pela pior seca em décadas e provocou fome generalizada, mortes, além da perda de culturas de subsistência e pecuária.

Melhor Saneamento

Mas lembra que mesmo em regiões não afectadas pela seca, 564 milhões não têm acesso a saneamento melhorado e outros 326 milhões não têm água potável.

O documento realça que as mulheres são as mais afectadas porque o tempo investido em busca do recurso condiciona o acesso à escola ou ao trabalho. A falta de água e saneamento é tida igualmente como o motor da mortalidade em meninas na infância.

 

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