Situação síria debatida no Conselho de Direitos Humanos

22 agosto 2011

Alta comissária de Direitos Humanos aponta relatos de tortura e maus tratos; cerca de 40 pessoas morreram devido à repressão policial no fim-de-semana.

[caption id="attachment_203516" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay disse que o governo Sírio deve honrar suas promessas"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, falou aos países membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre relatos da violência cometida na Síria.

Uma sessão especial do órgão analisou, nesta segunda-feira, a situação da violência no país.

Presos Políticos

Pillay apontou relatos de tortura e maus tratos e que antigos prisioneiros políticos teriam afirmado que várias pessoas morreram sob custódia da polícia, incluindo crianças.  O governo sírio negou qualquer irregularidade.

Cerca de 40 pessoas morreram, no fim-de-semana, devido à repressão policial a opositores do regime do presidente Bashar al-Assad.

Vítimas

Segundo as Nações Unidas, o número de vítimas fatais é de pelo menos 2,2 mil desde o início das manifestações em meados de Março.

As mortes deste fim-de-semana ocorreram um dia após o presidente sírio assegurar ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que não iria mais realizar nenhuma operação militar no país árabe.

Promessas

Em seu discurso, Navi Pillay disse que o governo tem que honrar suas promessas.  Ela lembrou que a Síria realizou reformas e deu amnistia a manifestantes presos, sem diminuir a força da repressão policial aos protestos.

As afirmações da alta comissária da ONU são baseadas nos relatos de uma comissão de inquérito que apurou a violência na Síria. Segundo ela, o governo teria praticado uma política de “atirar para matar” e algumas pessoas teriam sido mortas em casas e hospitais.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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