Conselho de Direitos Humanos volta a discutir violência na Síria
BR

22 agosto 2011

Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início dos protestos contra o presidente Bashar al-Assad; governo sírio nega irregularidades.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU analisou, nesta segunda-feira, a situação da violência na Síria.

Cerca de 40 pessoas morreram neste fim de semana por causa da repressão policial a opositores do regime do presidente Bashar al-Assad.

Manifestações

Segundo as Nações Unidas, o número de vítimas fatais é de pelo menos 2,2 mil desde o início das manifestações em meados de março.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, falou aos países membros do Conselho sobre alguns relatos da violência cometida na Síria.

Segundo Pillay, estariam sendo praticados, amplamente, tortura e maus tratos. Ex-presos políticos afirmaram que várias pessoas morreram sob custódia da polícia incluindo crianças. O governo sírio negou qualquer irregularidade.

As mortes deste fim de semana ocorreram um dia após o presidente sírio assegurar ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que não iria mais realizar nenhuma operação militar no país árabe.

Comissão de Inquérito

Em seu discurso, Navi Pillay disse que o governo tem que honrar suas promessas. Ela lembrou que a Síria realizou reformas e deu anistia a manifestantes presos, sem diminuir a força da repressão policial aos protestos.

As afirmações da alta comissária da ONU se baseiam nos relatos de uma comissão de inquérito que apurou a violência na Síria. Segundo ela, o governo teria praticado uma política de “atirar para matar”. Algumas pessoas teriam sido executadas em batidas policiais em casas e hospitais.

 

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