Barco a caminho Trípoli para evacuar migrantes isolados, aponta OIM

22 agosto 2011

Agência diz ter registo de pelo menos 5 mil migrantes de várias nacionalidades que querem deixar o país; segundo agências de notícias a capital líbia é palco de combates esporádicos entre opositores e apoiantes do líder líbio Muammar Kadafi.

[caption id="attachment_203482" align="alignleft" width="350" caption="OIM tem informações sobre pelo menos 5 mil migrantes que querem deixar a Líbia"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um barco fretado pela Organização Internacional para Migrações, OIM, está a caminho da capital líbia Trípoli, para evacuar migrantes isolados, anunciou a agência nesta segunda-feira.

Combates esporádicos ocorrem entre opositores e apoiantes do líder líbio Muammar Kadafi, após rebeldes terem assumido o controlo de grande parte da capital, neste domingo, apontam agências noticiosas.

Praça Verde

Segundo as informações das agências, ao longo da noite, uma multidão eufórica ocupou a Praça Verde, onde tradicionalmente ocorriam manifestações de apoiantes de Kadafi, que ainda controlam parte de Trípoli.

O barco, com capacidade para transportar 300 pessoas, deixou a cidade de Benghazi na manhã desta segunda-feira, após completar uma missão que evacuou 124 migrantes de Misrata na noite de domingo.

Migrantes

Segundo a agência ainda não há clareza em relação ao número de migrantes a serem evacuados. Entretanto, estariam registados cerca de 5 mil bengalis, filipinos e egípcios com desejo de abandonar o país.

A OIM aponta a existência de vários outros carentes de assistência, incluindo africanos subsaarianos que vivem nos arredores de Trípoli, incapazes de chegar às suas embaixadas.

A agência lançou um apelo às partes que garantam a passagem de migrantes a caminho da evacuação no porto, e disse que irá retirar migrantes presos por mar, caso haja necessidade.

Entretanto, o Tribunal Penal Internacional, TPI,  disse esperar a confirmação de relatos dos media sobre a prisão do filho do líder líbio Saif al-Islam.

Ele foi  indiciado por crimes de guerra, em Junho, juntamente com Kadafi e o chefe dos Serviços de Inteligência Adbullah al-Sanussi.

 

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