Nível de preços alimentares preocupa quando FAO discute crise africana

18 agosto 2011

Instituição aponta para um aumento de preços na ordem dos 33% no último ano; encontro da FAO aborda crise alimentar no Corno de África.

[caption id="attachment_203328" align="alignleft" width="350" caption="Mais de 12 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência humanitária no Corno de África"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.*

Os preços alimentares globais continuaram significativamente mais altos em Julho, em relação aos níveis do ano passado e aproximaram-se do recorde atingido em 2008, alerta o Banco Mundial.

Com base no índice de preços alimentares, a instituição aponta para um aumento de preços na ordem dos 33% no último ano.

Corno de África

Nesta quinta-feira, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação FAO,  reúne, em Roma, governos dos países-membros, parceiros humanitários e de desenvolvimento para discutir a crise alimentar no Corno de África.

Mais de 12 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência humanitária na região, como resultado do aumento de preços aliado à seca, conflitos e deslocamentos na Somália.

Redução

O Banco Mundial indica que, apesar da redução ligeira ocorrida entre Abril e Julho deste ano, em relação ao pico de Fevereiro, preços de bens como o arroz, milho e trigo continuam instáveis.

O documento refere que as perspectivas para uma melhor oferta global de alimentos têm melhorado desde Abril de 2011, mas várias fontes de incerteza permanecem alertando para níveis assustadores dos estoques globais.

A agência cita o exemplo de stocks do milho, actualmente a 13%, o mais baixo desde o início dos anos 1970 referindo que, a tais níveis, mesmo pequenas carências podem ter impacto sobre os preços globais.

*Apresentação: Yara Costa, da Rádio ONU em Nova York.

 

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