Holanda liberta € 100 milhões congelados à Líbia

17 agosto 2011

Montante será aplicado na compra de suprimentos médicos para a população das zonas controladas tanto pelo governo como pela oposição.

[caption id="attachment_203282" align="alignleft" width="350" caption="Montante vai para vacinas e medicamentos"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Autoridades holandesas decidiram libertar parte dos activos congelados à Líbia para entregar à Organização Mundial da Saúde, OMS.

A agência anunciou que deve receber € 100 milhões para a compra de suprimentos médicos para a população líbia afectada pelo conflito no país.

Necessidades

Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o porta-voz da OMS,Tarik Jasarevic, disse que o primeiro lote do financiamento deve cobrir necessidades de oito semanas.

De acordo com o porta-voz,  stocks de suprimentos essenciais como vacinas, insulina, medicamentos para quimioterapia, consumíveis para laboratórios, e remédios para tratar doenças crónicas como o HIV, estão a esgotar porque não eram adquiridos pelo país há vários meses.

Protestos

A ONU estima que centenas de pessoas morreram e mais de 800 mil ficaram desalojadas após a eclosão do conflito líbio, desencadeado pelos protestos contra o líder Muammar Kadafi.

O material a ser adquirido deve beneficiar tanto as áreas controladas pelo governo como pelos rebeldes.

De acordo com a agência, uma lista de necessidades urgentes está a ser elaborada para o efeito. Segundo referiu, o transporte e distribuir dos suprimentos médicos será feito em coordenação com agências parceiras que operam no terreno.

 

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