ONU apoia reunião para debater combate à caça furtiva

17 agosto 2011

Relatório aponta países com acção de caçadores furtivos de rinocerontes incluindo Moçambique; no primeiro semestre deste ano, 174 rinocerontes foram abatidos ilegalmente na África do Sul.

[caption id="attachment_203273" align="alignleft" width="350" caption="Níveis de caça furtiva de cornos de rinocerontes aumentaram drasticamente nos últimos anos"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Rinocerontes de Moçambique, República Democrática do Congo, África do Sul e Zimbábue são os principais alvos de caçadores furtivos em África, aponta um novo relatório da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção, Cites.

O documento publicado em Genebra, que inclui a Índia e o Nepal à lista das nações mais afectadas do mundo, refere que o comércio ilegal do corno do rinoceronte pode ser o principal motivador da caça furtiva do animal.

Fraude

O comércio ilegal inclui falsificação de documentos da Cites, abuso de troféus de caça legal e o uso dos correios para o contrabando de cornos da África Austral para o extremo oriente da Ásia.

De acordo com um relatório, a África do Sul registou o abate ilegal de 174 rinocerontes nos primeiros seis meses deste ano. Os níveis de caça furtiva aumentaram drasticamente nos últimos anos de 13 em 2007, para 330, em 2010. Mais de 120 caçadores suspeitos foram presos desde Janeiro.

Elefantes e Rinocerontes

O aumento da caça furtiva e o comércio ilegal de marfim e cornos de rinoceronte reúne cerca de 300 especialistas do governo e da sociedade civil de todo o mundo, em Genebra.

O objectivo é reforçar a conservação com novos mecanismos financeiros numa reunião apoiada pelas Nações Unidas a decorrer até este sábado, em Genebra. No topo da agenda da reunião, estão novos mecanismos financeiros, a conservação de elefantes, medidas para reduzir os actuais níveis de caça ilegal de rinocerontes, tigres e outros grandes felinos.

Espera-se discutir igualmente o comércio ilegal da madeira, o destino do esturjão e o comércio de caviar, além do fornecimento de peles de répteis utilizados na indústria de couro.

 

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