Economista do FMI defende que processos de integração regional sejam repensados

16 agosto 2011

Em entrevista à Rádio ONU, a título pessoal, Paulo Nogueira Batista Júnior pede que avanços sejam feitos depois de muita reflexão e cuidado; integração é discutida por líderes da Sadc, na capital angolana.

[caption id="attachment_203229" align="alignleft" width="350" caption="Integração deve ser repensada"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

É importante preservar o grau de autonomia dos países que participam nos processos de integração, disse à Rádio ONU o economista do FMI, Paulo Nogueira Batista Júnior.

As declarações foram feitas, a título pessoal, depois de questionado sobre o intercâmbio comercial de bens e de serviços, como forma de atracção do capital externo em economias em desenvolvimento.

Cimeira da Sadc

O diálogo ocorreu nas vésperas da realização da  XXXI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de África Austral, Sadc,  de 17 a 18 de Agosto na capital angolana, Luanda.

O encontro vai decorrer sob o lema “Consolidar as bases de integração regional, desenvolvimento das infra-estruturas para facilitar as trocas comerciais e a liberalização económica”.

Experiência Europeia

A propósito, Paulo Nogueira Batista Júnior disse, a partir de Florianópolis, sul do Brasil, que a experiência europeia e outros percalços a nível global sugerem que processos de integração sejam repensados.

“É difícil a unificação monetária sem a unificação fiscal e política. Qualquer processo de integração que envolva a união monetária tem que ser repensada cuidadosamente, a meu ver, à luz do que está acontecendo na zona euro. É um passo que pode ser dado depois de muita reflexão e cuidado. Na maior parte dos casos, diria hoje que não  é recomendável”, explicou.

Nesta terça-feira, a chanceler alemã Angela Merkel encontrou-se, em Paris, com o líder francês, Nicolas Sarkozy para debater soluções para a crise na zona do euro, que tem estado a afectar fortemente os mercados internacionais.

 

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