Situação da fome na Somália pode deteriorar-se, aponta a FAO

9 agosto 2011

Agência aponta indica que a situação que não mostra sinais de estabilização; OMS alerta para o alto risco de surtos em áreas afectadas pela seca no Corno de África.

[caption id="attachment_202857" align="alignleft" width="350" caption="Organização Mundial da Saúde também alerta para risco de surtos nas regiões afetadas pela seca"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Existe uma grande possibilidade de deterioração da situação de emergência no sul e centro da Somália, disse esta terça-feira a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Em declarações a jornalistas, em Nairobi, Luca Alnovi, representante da agência no Quénia, indicou que a declaração de fome, feita em mais três áreas, indica um agravamento da situação que não mostra sinais de estabilização.

Na semana passada, a ONU anunciou que a capital somali, Mogadíscio, e as regiões do corredor de Afgoye e a Média Shabelle atingiram o nível mais grave da crise alimentar.

Novo site

No âmbito dos esforços da Nações Unidas para mitigar o fenómeno, o Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, Unic-Rio,  lançou o site www.onu.org.br/chifredaafrica com informações sobre a crise.

O director do Unic-Rio, Giancarlo Summa, contou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que esforços de sensibilização estão a ser feitos para mobilizar o público-alvo do site.

Resposta

“Nós demos a nossa contribuição aqui no Brasil e também através da internet, em todos os países lusófonos concentrando, no mesmo lugar ou seja neste site especial criado aqui no Unic-Rio, todas as informações sobre a crise no Chifre de África e a resposta que a comunidade internacional, o Brasil assim como as Nações Unidas estão dando a esta crise”, apontou.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou para o alto risco de surtos em áreas afectadas pela seca na região africana. A falta de acesso à água potável aliada às condições de vida nos acampamentos superlotados e crianças desnutridas tornavam as populações susceptíveis a várias doenças.

Sistema de Alerta

A OMS activou um sistema de alerta precoce para doenças usando seu mecanismo de vigilância da poliomielite, já posicionado na região. A cobertura vacinal de crianças da Somália é a mais baixa do Corno de África.

Em plena época de transmissão de cólera, ocorreram pelo menos 172 mortes e vários casos foram confirmados em quatro regiões, incluindo a capital Mogadiscio. Foram igualmente confirmados casos de sarampo e malária.

 

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