Recuperação ambiental da Ogonilândia pode levar 30 anos, aponta o Pnuma

4 agosto 2011

Níveis de contaminação numa comunidade da  região nigeriana está 900 vezes acima das directrizes da Organização Mundial de Saúde, OMS.

[caption id="attachment_202694" align="alignleft" width="350" caption="Poluição ameaça ecossistemas da região, segundo o Pnuma"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A poluição por hidrocarbonetos na região nigeriana da Ogonilandia é uma ameaça os ecossistemas e à saúde humana, aponta um relatório pelo Programa das Nações Unidas do Meio Ambiente, Pnuma.

O estudo, divulgado esta quarta-feira, indica que uma operação de limpeza para reparar os danos causados ao meio ambiente pode durar até 30 anos.

Contaminação

O relatório recomenda que o governo nigeriano e a indústria petrolífera contribuam com US$ 1 mil milhão para eliminar a contaminação da água, terra e rios da região.

A avaliação do impacto causado por 50 anos de operações petrolíferas na região, incluiu um exame realizado em mais de 200 locais. O relatório revela que o nível de poluição é pior do que era esperado.

Benzeno

Numa comunidade, a água dos poços foi contaminada com benzeno - um conhecido agente cancerígeno – a níveis 900 vezes acima das directrizes da Organização Mundial de Saúde, OMS.

A poluição por petróleo afectou também os rios, riachos e ecossistemas importantes como mangais. A limpeza das áreas mais pode levar entre 25 e 30 anos, indica a pesquisa.

Para realizar o estudo, iniciado em princípios de 2009, o Pnuma foi solicitado pelo governo da Nigéria. Além do exame do solo e das águas subterrâneas em 69 locais, mais de 5 mil registos médicos foram revistos pela equipa da ONU.

 

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