Vice-ministro diz que Brasil continuará apurando crimes da ditadura
BR

4 agosto 2011

Em entrevista à Rádio ONU, número dois do Ministério de Direitos Humanos diz que tema envolve ‘mais do que nunca’ países latino-americanos.

[caption id="attachment_202684" align="alignleft" width="350" caption="Monumento 'Tortura Nunca Mais', em Recife, Pernambuco. "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-executivo de Direitos Humanos do Brasil, Ramaís de Castro Silveira, disse à Rádio ONU que o país irá continuar apurando violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar.

O regime durou de 1964 até 1985 quando o então vice-presidente José Sarney assumiu o governo do país.

Pessoas Idosas

Ramaís de Castro Silveira está em Nova York participando das reuniões do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Pessoas Idosas. Nesta entrevista à Rádio ONU, ele afirmou que a análise sobre o passado autoritário é um tema que envolve mais do que nunca os países latino-americanos.

“Ele é um tema que, daqueles países que foram oriundos de períodos muito duros de sua história por causa dos períodos militares, traz hoje para nós o desafio de fazer a transição democrática definitiva. De repensar a nossa cultura política e de inclusão e participação democrática. Saber como que nós podemos consolidar a democracia para que nós possamos jamais voltar a este tipo de momento da nossa história”, afirmou.

Segundo o vice-ministro de Direitos Humanos, os erros do passado só poderão ser evitados com conhecimento pelas gerações presentes e futuras.

“É desta maneira discutindo e trazendo, e como nós dizemos nos direitos humanos, vale também para a justiça de transição. A única forma de consolidar a democracia de garantir ela para o futuro perene é que nós consigamos conhecer a nossa história portanto conhecer as nossas mazelas, e ao conhecê-las dizer o que nós não queremos mais que volte a acontecer”, afirmou.

O Ministério de Direitos Humanos é chefiado pela ministra Maria do Rosário e tem várias secretarias de apoio incluindo uma sobre os direitos da criança e do adolescente.

 

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