Centro em Portugal apoia integração de migrantes lusófonos no país
BR

4 agosto 2011

Grupo de Trabalho de Peritos sobre Afrodescendentes, que visitou Lisboa em maio, saudou iniciativas do governo para promover mais participação de estrangeiros na sociedade.

[caption id="attachment_202642" align="alignleft" width="350" caption="Língua portuguesa pode ser um fator importante para imigrantes lusófonos em Portugal"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Um Centro Nacional de Apoio ao Imigrante, Cnai, criado em 2004, em Portugal, está recebendo mais de 700 pessoas por dia em busca de informações sobre a vida no país.

Segundo uma reportagem, publicada na página do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, a maioria dos visitantes vem de países de língua portuguesa na África, do Brasil e do leste europeu.

Cidadania

Uma das beneficiadas, uma cabo-verdiana de 31 anos conhecida como Sônia, usou o Cnai para se informar sobre a obtenção da cidadania portuguesa.

Na opinião do professor da Washington University, em Saint Louis, Derek Pardue, a língua portuguesa é um fator importante no interesse de imigrantes lusófonos por Portugal.

“O cabo-verdiano fala crioulo, mas também fala o português aqui. A educação é toda em português. Mas é diferente das pessoas de Angola e Moçambique que utilizam o português. As línguas nativas nesses países, porém, são completamente diferente do português. Mas crioulo porque tem uma base de vocabulário muito forte do português sempre sobreviveu porque os portugueses achavam que crioulo era o português mal falado”, explicou.

Numa visita, em maio a Lisboa, membros do Grupo de Trabalho de Peritos sobre Afrodescendentes elogiaram iniciativas de Portugal para promover integração de migrantes no país.

O Centro Nacional de Apoio ao Imigrante conta com funcionários de 13 países.

*Apresentação: Luisa Leme, da Rádio ONU em Nova York.

 

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