Chefe de Comitê da ONU quer Ministério das Mulheres em todo o mundo
BR

3 agosto 2011

Sílvia Pimentel afirmou que secretarias, embora um avanço, não têm  mesmo peso e influência na maioria dos casos; brasileira está presidindo a Comissão das Nações Unidas para Eliminação da Discriminação a Mulheres desde janeiro.

[caption id="attachment_202609" align="alignleft" width="350" caption="Sílvia Pimentel (centro) preside o Comitê da ONU contra Discriminação a Mulheres, Cedaw"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A presidente do Comitê da ONU contra a Discriminação a Mulheres, Cedaw, Sílvia Pimentel, defendeu a criação de Ministérios das Mulheres em todo o mundo.

Para a acadêmica e feminista brasileira, a representação do interesse feminino em um Ministério fortaleceria a condição da mulher. Segundo ela, embora consideradas um avanço, as secretarias nacionais não têm o mesmo peso político.

Entidade Fortalecida

“Está mais do que na hora de cada um desses países entender que o tema mulher, a problemática da mulher nesses países, exige uma atenção muito especial, e que para tanto, é preciso uma entidade fortalecida. É muito importante que seja um Ministério, porque ser um ministério significa que esta ministra vai se sentar junto com todos os outros ministros e Ministérios na hora de se estabelecer políticas públicas.”

A presidente da Cedaw disse que, em muitos países, a mesma unidade que trata dos interesses femininos é responsável por outros temas, como por exemplo, o esporte.

Brasil e Timor-Leste

“O aspecto do nível, da força, do empoderamento menor do que ele deveria ter, dessas entidades responsáveis pelo empoderamento das mulheres, pelas políticas públicas do Estado. Então, o que nós verificamos? Que nem todos têm, por exemplo, um ministério da mulher. Alguns têm uma secretaria da mulher, e muitos têm um órgão que é uma secretaria ou órgão que cuida da mulher, da criança, da juventude e às vezes até do esporte.”

A Cedaw se reúne três vezes por ano para analisar o progresso do combate à discriminação à mulher, violência e outros temas.

No momento, o Comitê conta com duas representantes de língua portuguesa: Sílvia Pimentel, do Brasil, e Milena Pires, do Timor-Leste.

 

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