Diáspora somali instada a dar maior auxílio às vítimas da fome

3 agosto 2011

Representante especial da ONU para a Somália chama atenção à comunidade internacional para o iminente agravamento da crise alimentar e para a situação dos famintos e doentes.

[caption id="attachment_202580" align="alignleft" width="350" caption="ONU também pede à diaspora somali para ajudar vítimas da fome"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O representante especial do Secretário-Geral da ONU na Somália pediu aos cidadãos do país na diáspora e à comunidade internacional para darem mais fundos para ajudar às vítimas da fome no país.

Em nota publicada, esta terça-feira, após início do mês sagrado do Ramadão para o Islão, Augustine Mahiga apelou que os mais capacitados doem “o máximo durante o período, para alimentar os famintos, curar os doentes e evitar o alastramento da fome."

Violência

Segundo a ONU, a crise alimentar que afecta a região do Corno de África levou um quarto dos 7,5 milhões de somalis a viverem como deslocados dentro e fora do país.

O representante adverte que combates e violência perpetrada por insurgentes e grupos antigovernamentais continuam a agravar o cenário da fome.

Movimento

Mahiga apontou para a continuação de esforços de alguns dos extremistas para intimidar a população, impedindo o movimento de pessoas das áreas mais atingidas.

Um apelo foi feito para para que seja dado livre acesso às agências humanitárias para fornecer ajuda a todas as áreas do país.

Entretanto, o Governo Federal de Transição, apoiado pela Missão Conjunta da ONU e da União Africana na Somália, Amisom, disse estar a tentar abrir novas áreas de Mogadíscio para permitir o fluxo de ajuda humanitária. Mahiga aponta que a insegurança prevalecente em várias áreas aumenta o risco dos trabalhadores humanitários durante a entrega de mantimentos.

 

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