Navi Pillay: mundo está assistindo a uma carnificina na Síria
BR

2 agosto 2011

Em comunicado, alta comissária da ONU de Direitos Humanos disse que país tem que suspender o “banho de sangue”; Conselho de Segurança voltou a se reunir nesta terça-feira.

[caption id="attachment_201544" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, afirmou que o mundo está assistindo a uma carnificina na Síria.

Ela disse que a morte de pelo menos 145 pessoas, desde a sexta-feira, no país árabe, é uma situação “alarmante.”

Tropas do Exército

Em comunicado, emitido nesta terça-feira em Genebra, Navi Pillay, afirmou que o mundo está sendo testemunha da violência praticada contra o povo sírio. Ela pediu ao governo do país que pare com o que chamou de “banho de sangue”.

No domingo, tropas do exército sírio entraram na cidade de Hama, matando dezenas de opositores do presidente da Síria, Bashar al-Assad. As mortes levaram o Conselho de Segurança a pedir uma reunião de emergência na tarde desta segunda-feira, mas a mesma terminou sem consenso.

Ameaça

Um novo encontro foi marcado para esta terça-feira. Em entrevista à Rádio ONU, antes do ataque a Hama, o embaixador de Portugal, José Filipe Moraes Cabral, afirmou que a tensão na Síria é uma ameaça a todo o Oriente Médio.

Para a alta comissária da ONU, o governo da Síria está tentando manter o mundo “cego à situação alarmante ao barrar o acesso de jornalistas estrangeiros e grupos de direitos humanos ao país”.

Ela encerrou o comunicado dizendo que existe uma necessidade de investigação transparente e urgente sobre a violência em excesso na Síria, e relatos de maus tratos, tortura e assassinatos no país.”

 

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