Violência na Síria debatida no Conselho de Segurança

1 agosto 2011

À porta fechada, países-membros devem analisar situação no país e os últimos ataques deste domingo do exército contra a cidade de Hama que provocaram pelo menos 70 mortos.

[caption id="attachment_202492" align="alignleft" width="350" caption="Órgão da ONU deve se encontrar a portas fechadas sobre violência no país"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Os países-membros do Conselho de Segurança reúnem-se no nesta segunda-feira, em Nova Iorque, para analisar a situação da violência na Síria.

O encontro, a portas fechadas, ocorre um dia após o Secretário-Geral ter condenado, com veemência, um ataque à cidade de Hama, que matou pelo menos 70 pessoas, neste domingo.

Ramadão

Segundo agências noticiosas, opositores do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciaram uma série de protestos a partir desta segunda-feira, no início do mês do Ramadão, que marca o jejum dos muçulmanos.

Nesta entrevista à Rádio ONU, antes do ataque em Hama, o embaixador de Portugal, José Filipe Moraes Cabral, falou sobre a falta de consenso no Conselho de Segurança a respeito da Síria. O órgão pretendia adoptar uma resolução, há algumas semanas, mas não houve o apoio necessário.

Processo Negocial

"Não foi possível aprovar esta resolução. Não vou comentar, como é óbvio, a posição dos outros países. São países soberanos e cada qual expressa a opinião que considera ser a melhor. Mas, de fato, não há consenso dentro do Conselho de Segurança para aprovar a resolução que Portugal, o Reino Unido, França e Alemanha tinham proposto. Há que constatar, há de continuar a trabalhar, a de continuar a tentar convencer aqueles que são mais reticentes de validar essa via. É o normal. O Conselho de Segurança é um processo negocial de permanência, de modo que temos que continuar a negociar.”

A opinião de resolução da questão síria por vias diplomáticas também é endossada pelo  Brasil, o outro país de língua portuguesa no Conselho de Segurança.Numa entrevista à Rádio ONU, na semana passada, a embaixadora, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o governo sírio estaria a dar sinais positivos para a promoção de  reformas.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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