Portugal optimista com reformas na Guiné-Bissau mas pede atenção aos jovens

1 agosto 2011

Em entrevista à Rádio ONU, embaixador de Portugal junto da ONU defende que sustentabilidade de reformas na defesa e segurança devem ser apoiadas pelo desenvolvimento da capacidade económica e distribuição da riqueza.

[caption id="attachment_202488" align="alignleft" width="350" caption="Embaixador de Portugal se diz otimista em relação à Guiné-Bissau"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau está numa via séria e determinada de resolução dos seus problemas, disse à Rádio ONU o embaixador de Portugal junto das Nações Unidas, José Filipe Moraes Cabral.

A comunidade internacional apoia a reforma da defesa e segurança no país, que, nos últimos anos, foi marcado pela instabilidade e crises políticas recorrentes devido a tensões entre as lideranças civil e militar.

Desenvolvimento

O diplomata português disse que os processos de reforma devem ser acompanhados do desenvolvimento económico e social, defendendo que  “a resolução dos problemas guineenses, nunca poderá ser eficaz sem a abordagem de questões como a droga e a impunidade.”

Entrevistado em Nova Iorque, Moraes Cabral frisou ainda que a sustentabilidade de reformas na área de defesa e segurança carece de um forte apoio ao desenvolvimento da capacidade económica e distribuição da riqueza no país da África Ocidental.

Jovens

“Quer no Conselho de Segurança, quer no âmbito da Comissão de Consolidação de Paz– presidida exemplarmente pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti (do Brasil) - temos insistido na necessidade de não discurar o apoio  económico e social e investimentos para sustentar o processo de reforma do sector de segurança. Uma das questões pendentes aí é o emprego dos jovens, que, sem perspectivas de vida ou de trabalho, mais permeáveis serão a outro tipo de actividades mais ilícitas”, apontou.

Apesar de reafirmar que compete aos “resolver os seus problemas”, José Filipe Moraes Cabral apreciou o processo de restruturação do sistema de segurança e do aparelho militar guineense, sublinhando o que considerou “empenhamento de Angola”,  que assume a presidência rotativa do bloco dos países de expressão portuguesa.

Um roteiro para o efeito foi recentemente aprovado pela Comunidades dos Países da África Ocidental, Cedeao,  e a dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, às quais a Guiné-Bissau está afiliada.

Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News 

Baixe o aplicativo/aplicação para  iOS ou Android

Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud