Jovens devem estar cientes dos benefícios da amamentação, dizem agências da ONU

1 agosto 2011

OMS indica que pouco mais de um terço dos bebés com menos de seis meses vivem exclusivamente do leite materno no mundo em desenvolvimento; Unicef quer divulgação do aleitamento materno fora do meio hospitalar.

[caption id="attachment_202448" align="alignleft" width="350" caption="Tema deste ano é centrado na comunicação"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências da ONU defendem que os benefícios do aleitamento materno tenham maior atenção dos jovens. A declaração, divulgada esta segunda-feira, é alusiva à Semana Mundial da Amamentação, assinalada de 1 a 7 de Agosto.

Em mensagem, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pede aos seus parceiros globais que façam chegar as vantagens da prática ao público que se encontra fora das clínicas e salas de parto.

Importância

Segundo defende, o objectivo é garantir que “jovens, tanto no mundo em desenvolvimento como nos países mais ricos, entendam a importância da amamentação muito antes de se tornarem pais.”

Neste ano, a comemoração, que envolve mais de 170 países, é marcada sob o lema: "Fale comigo: Amamentação - uma experiência 3D!". O tema centra-se na comunicação como um elemento essencial da protecção, promoção e apoio ao aleitamento materno, aponta a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Mães Lactantes

De acordo com a agência, a comunicação entre várias gerações, sectores, géneros e culturas, incentiva a partilha de conhecimentos e experiências e amplia o alcance do apoio às mães lactantes e aos bebés de todo o mundo.

Apesar do aleitamento materno estar directamente ligado à redução da mortalidade dos menores de cinco anos, apenas 36 % dos bebés com menos de seis meses, vivem exclusivamente do leite materno nos países em desenvolvimento.

Aleitamento Exclusivo

O Unicef cita evidências científicas que indicam que a amamentação pode reduzir em 13 % as mortes de crianças menores de cinco anos, se os bebés tiverem aleitamento materno exclusivo por 6 meses e continuarem a ser amamentados até um ano.

A amamentação também tem um papel importante na prevenção de nanismo – como é conhecida a pequenez da estatura em relação à media dos indivíduos da mesma idade.

A doença, pode causar danos físicos e cognitivos irreversíveis, é tida como um indicador-chave que reflecte as desigualdades sociais.

 

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