Eritreia planeou ataque maciço contra União Africana

29 julho 2011

Relatório das Nações Unidas aponta governo da Eritreia como responsável pelo plano contra uma reunião da UA, no início deste ano.

[caption id="attachment_202382" align="alignleft" width="350" caption="Ataque foi uma das violações de embargo de armas do Conselho de Segurança cometidos pela Eritreia"]

Yara Costa, da Rádio ONU, em Nova York.

Um novo relatório das Nações Unidas afirma que a operação de ataque a uma reunião da União Africana no início deste ano foi de autoria do governo da Eritreia.

O documento afirma ainda que o governo da Eritreia "concebeu, planeou, organizou e dirigiu" um plano fracassado de bombardeamento de vários alvos civis e governamentais para abalar a reunião da União Africana, em Addis Abeba, capital da Etiopia, onde ocorria o evento.

Violações de embargo

O Grupo de Monitoramento sobre a Somália e a Eritreia que publicou o relatório, informou que esta foi apenas uma das múltiplas violações de embargo de armas do Conselho de Segurança, cometidos pelo país do leste africano .

Caso o plano tivesse sido executado, teria afectado civis em massa.

Oposição

Apesar de o Governo da Eritreia reconhecer que mantém relações com grupos armados de oposição da Somália, incluindo o grupo militante islâmico Al-Shabaab, o país nega fornecer todo o material, militar ou apoio financeiro e diz que suas ligações estão limitadas a um caráter político e humanitário.

No entanto, provas e depoimentos obtidos pelo Grupo de Monitoramento, incluindo registos de pagamentos financeiros, entrevistas com testemunhas oculares e dados relativos à movimentação marítima e aérea, indicam que o apoio da Eritreia para grupos armados da oposição na Somália não se limita às dimensões políticas ou humanitárias.

Al-Shabaab

O Grupo diz que relacionamento contínuo da Eritreia com a Al-Shabaab aparece para "legitimar e encorajar o grupo ao invés de conter sua orientação extremistas ou incentivar a sua participação em um processo político."

Para além disso, o envolvimento da Eritreia na Somália reflete um padrão mais amplo da atividade de inteligência e operações especiais, incluindo formação, apoio financeiro e logístico a grupos armados de oposição no Djibuti, Etiópia, Sudão e Uganda, possivelmente, em violação dos embargos do Conselho de Segurança.

Segurança Privada

O "florescente" engajamento na Somália de empresas de segurança privada, seja para deter piratas ou para garantir a segurança em terra, é uma preocupação crescente, acrescenta. O grupo acredita que pelo menos duas empresas tenham cometido violações significativas do embargo de armas envolvendo-se em treinamento e equipamento não autorizado de milícias somalis.

 

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