Crise no Corno de África ameaça tornar-se “desastre humanitário”, adverte a FAO

25 julho 2011

Agência diz precisar de US$ 1,6 mil milhão para fazer frente ao problema nos próximos 12 meses; encontro internacional de emergência juntou governantes e organizações internacionais em Roma

[caption id="attachment_202167" align="alignleft" width="350" caption="FAO alerta para possível desastre humanitário no Corno de África"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

A crise da seca no Corno de África pode evoluir rapidamente para desastre humanitário e afectar várias partes da região, advertiu esta segunda-feira a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Um encontro internacional de emergência foi realizado, esta segunda-feira, em Roma,  a pedido da presidência francesa do G20, o grupo das nações mais desenvolvidas do mundo, para debater a crise alimentar na região africana, desencadeada pela pior seca em 60 anos.

Agências

A reunião contou com a presença de ministros e altos representantes dos 191 países-membros da FAO, agências da ONU e organizações internacionais e não-governamentais.

Em delarações à Rádio ONU, de Roma, antes do encontro,  a chefe de serviços de operações de emergência da FAO, Cristina Amaral, falou  das prioridades no atendimento aos12 milhões de vítimas.

Somália

“Dessas, 3,7 milhões estão na Somália e muitas delas têm estado a sair do país e a refugiar-se no Quénia e na Etiópia. E o que é fundamental compreender é que em certas zonas do sul da Somália, os índices de malnutrição são extremamente graves.”

Na reunião de Roma foi considerado de “extrema importância” que as necessidades dos afectados pela seca e seus meios de subsistência sejam abordados imediatamente. Na semana passada duas regiões no sul da Somália foram declaradas como zonas de fome.

Reforço para a Agricultura

O director-geral da FAO, Jaques Diouf, pediu um reforço para o sector da agricultura, além do acréscimo dos investimentos para o desenvolvimento rural. Ele apontou que US$ 1,6 mil milhão seria necessário para fazer frente ao problema, nos próximos 12 meses.

Nas vésperas do encontro, o Banco Mundial anunciou a concessão de US$ 500 milhões para ajudar aos afectados pela seca, além de 12 milhões para assistencia imediata às vítimas.

 

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