Onusida saúda estudo sobre efeitos da circuncisão masculina e HIV

21 julho 2011

Pesquisa realizada na África do Sul demostrou uma redução de mais de metade na prevalência e uma baixa de 76% na incidência do vírus nos homens circuncidados.

[caption id="attachment_202055" align="alignleft" width="350" caption="Pesquisa realizada na África do Sul diz que há baixa de 76% na incidência do HIV em homens circuncidados"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV /Sida, Onusida,  saudou os resultados de um novo estudo que confirma que a circuncisão masculina em adultos ajuda a prevenir a transmissão do vírus em homens.

A pesquisa, realizada na cidade sul-africana de Orange, resultou numa redução de 55% na prevalência do HIV e na baixa de 76% na incidência do vírus nos homens circuncidados.

Nível Comunitário

Os resultados foram anunciados, esta quarta-feira, em Roma, pela Agência Francesa de Pesquisa sobre o Sida e Hepatites Virais na Conferência de Patogénese em HIV, Tratamento e Prevenção. É a primeira vez que um estudo demonstra a eficácia da circuncisão masculina na prevenção do vírus, a nível comunitário.

Em declarações à Rádio ONU, antes da divulgação do estudo, a especialista do Onusida, Mariângela Simão, em Genebra, disse que apesar das novas descobertas ainda não há um método único de protecção contra o HIV.

Preservativo

“(As pessoas) devem usar a camisinha. É um conjunto de medidas que podem ajudar que, até 2015, o mundo consiga diminuir pela metade o número de novas infecções. Mas é um trabalho para todos, não é coisa fácil.”

Em relação ao estudo, o director executivo do Onusida,  Michel Sidibé, disse que a ciência deu provas de estar num ponto de inflexão da epidemia.

Novas Descobertas

Durante o estudo, os serviços de circuncisão gratuita, oferecidos a todos os homens com mais de 15 anos de idade, resultou em 20 mil circuncisões em três anos.

De 2007 a 2010 a percentagem de indivíduos circuncidados aumentou de 16% para 50% entre os homens de idades entre 15 e 49 anos, atingindo um máximo de 59% de jovens entre os 15 e 24 anos.

Circuncisão

Em vários países africanos em sido apoiada a prática da circuncisão masculina. O Quénia assumiu a liderança, com a circuncisão voluntária de 290 mil homens nos últimos três anos.

Entretanto, o Onusida aponta que para chegar à visão de Zero em novas infecções pelo HIV, é recomendada a combinação de opções de prevenção que incluem o uso correcto e consistente do preservativo masculino e feminino, adiamento da primeira relação sexual, reducção do número de  parceiros e a circuncisão médica masculina.

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