Crises no mundo levam ONU a revisar apelo humanitário
BR

20 julho 2011

Organização está pedindo US$ 7,9 bilhões, US$ 500 milhões a mais que em novembro; destaques vão para resposta de emergência no Chifre da África, crises na Líbia e na Cote d’Ivoire.

[caption id="attachment_201961" align="alignleft" width="350" caption="ONU revisa apelo para beneficiar 50 milhões de pessoas em 31 países"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas, Ocha, revisou para cima o apelo de ajuda para crises ao redor do mundo. O anúncio foi feito, nesta quarta-feira, em Genebra.

A agência está pedindo agora US$ 7,9 bilhões, equivalentes a mais de R$ 12 bilhões. O total representa US$ 500 milhões a mais que o apelo lançado em novembro.

Serviços

Segundo o Ocha, o aumento deve-se ao surgimento de novas crises no mundo como a fome, em duas áreas do sul da Somália, a crise geral no Chifre da África, a situação humanitária na Líbia e na Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

O apelo revisado pretende beneficiar 50 milhões de pessoas em 31 países. Além do Ocha, outras agências estão engajadas no socorro às vítimas.

A chefe de serviços de operações de emergência da FAO, Cristina Amaral, contou à Rádio ONU, de Roma, como a ação será feita no terreno.

Terras e Aldeias

“Para evitar que a situação entre numa espiral fora de controle é muito importante apoiar as populações na zona, e sobretudo no sul da Somália, para que possam ficar nas suas terras e aldeias. Para fazer isso é preciso dar-lhes um apoio, encorajar trabalhos públicos e  fazer ações para manter os bens produtivos, os animais vivos, que são uma fonte de rendimento ou o banco dos pobres”, explicou.

A seca no Chifre da África está afetando Somália, Djibuti, Etiópia e Quênia. Segundo a ONU, não deverá haver melhorias na região até 2012.

Nesta terça-feira, o Ocha na Somália declarou fome nas regiões de Bakool e Baixa Shabelle, no sul do país.  O coordenador humanitário na Somália, Mark  Bowden, disse que cerca de metade da população, ou 3,7 milhões de pessoas, estão em situação precária.

Ele afirmou que são necessários mais de US$ 300 milhões, durante os próximos dois meses, para socorrer as vítimas.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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