ONU revê apelo humanitário para US$ 7,9 mil milhões

20 julho 2011

Com um acréscimo de US$ 500 milhões ao apelo lançado em Novembro, pedido destaca resposta à emergência no Corno de África, fome na Somália e surgimento de crises na Líbia e  na Cote d’Ivoire.

[caption id="attachment_201957" align="alignleft" width="350" caption="Segundo o Ocha, 3,7 milhões de pessoas estão em situação de crise na Somália"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas fizeram, esta terça-feira, uma revisão do apelo humanitário para este ano de US$ 7,4 mil milhões para US$ 7,9 mil milhões. O montante, anunciado em Genebra, deve financiar 50 milhões de pessoas de 31 países.

O pedido prevê ajudar cerca de 11,5 milhões de vítimas da emergência no Corno de África, que afecta a Somália, Djibuti, Etiópia e Quénia. No comunicado, o Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, disse que para a região, assolada pela seca, “não se esperam melhorias até 2012.”

Crises

A ONU explicou que, depois do lançamento do apelo, em Novembro, o mundo foi marcado pelas crises na Líbia e na Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

Nesta terça-feira, o Ocha na Somália declarou fome nas regiões de Bakool e Baixa Shabelle, no sul da Somália. Numa conferência de imprensa, em Nairóbi, o coordenador humanitário na Somália, Mark  Bowden, disse que cerca de metade da população, ou 3,7 milhões de pessoas, estão em situação de crise. Destes, 2,8 milhões estão no sul.

De acordo com a ONU, a resposta  internacional ao apelo cobriu 45% do valor solicitado, sendo necessários mais  US$ 4,3 mil milhões.

 

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