Escritor advoga criação do Instituto Machado de Assis pelo Brasil
BR

19 julho 2011

Em entrevista à Rádio ONU, Antônio Campos, afirmou que entidade ajudaria não só a promover a cultura de paz no mundo, mas também a língua portuguesa; autor se baseia em modelos do Instituto Camões, de Portugal; e do Cervantes, da Espanha.

[caption id="attachment_201891" align="alignleft" width="350" caption="Antonio Campos é escritor e curador da Fliporto, a Festa Literária Internacional de Pernambuco"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova York.*

O escritor Antônio Campos afirmou que o Brasil deve apressar a criação do Instituto Machado de Assis. A declaração foi dada à Rádio ONU durante uma entrevista sobre o tema da Aliança das Civilizações e de maior conhecimento entre povos e culturas no mundo.

Segundo Campos, autor do livro “Diálogos do Mundo Contemporâneo: Por uma Cultura de Paz”, a criação da entidade pelo Brasil ajudaria a promover tolerância, com base no modelo brasileiro de civilização, e também a língua portuguesa.

Diplomacia cultural

“O Brasil está devendo a criação urgente do Instituto Machado de Assis de valorização e de diálogo da diplomacia cultural nos países de língua portuguesa, um idioma que já é falado por 240 milhões de seres humanos no mundo - sendo cerca de 200 milhões brasileiros e 40 milhões fora do Brasil. (O país) Está devendo um maior intercâmbio nessa língua”, frisou.

O escritor brasileiro se baseia nos modelos de promoção do idioma e da cultura como o Instituto Cervantes, da Espanha, e do Instituto Camões de Portugal.

Cooperação

Numa entrevista separada à Rádio ONU, antes da declaração de Antônio Campos, o diretor-executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Gilvan Müller de Oliveira, falou sobre a suspensão da criação do Machado de Assis, e afirmou que o mundo atual, requer parcerias multilaterais de promoção do idioma.

"A criação de institutos nacionais cria muitos elementos de competição e menos elementos de cooperação. O Brasil ao não criar o Instituto Machado de Assis, pode ter a oportunidade exatamente de pensar a estruturação das suas políticas linguísticas já em um novo quadro. Um quadro mais próprio do século 21, quando os estados nacionais estão muito mais focados na cooperação, muito mais focados na capacidade de se articular em movimentos multilaterais".

Promoção da língua

Outras entidades de promoção da cultura e da língua são o Instituto Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, e o Instituto Goethe, da Alemanha.

De acordo com o governo brasileiro, o país mantém Centros de Estudos Brasileiros em várias partes do mundo, além da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa, que responde ao Itamaraty.

 

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