Novas rotas de migração devido à emergência no Corno de África

19 julho 2011

OIM cita relatos de deslocamentos a partir da Somália, Eritreia e Etiópia para a Arábia Saudita através do Sudão; Acnur entrega lote de alimentos para 126 mil somalis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A seca que afecta vastas áreas da Somália, Quénia, Etiópia e Djibuti provoca “fluxos de migração complexos e multidireccionais” no interior dos países e além-fronteiras, disse a Organização Internacional para Migrações, OIM.

Na Somália, movimentos populacionais têm sido observados das áreas afectadas pelo fenómeno para a capital Mogadíscio, onde chuvas intensas dos últimos dias agravaram a situação da população de refugiados.

Movimentos

De acordo com o comunicado da OIM, emitido esta terça-feira, em Genebra, vários somalis desalojados movimentam-se ao longo de áreas perigosas em direcção à Somalilândia e à região semi-autónoma da Puntlândia.

A agência cita relatos da imprensa sudanesa sobre a existência de um fluxo de deslocados para a cidade de Porto Sudão, capital do estado sudanês do Sul do Mar Vermelho.

Rotas Perigosas

A OIM aponta que o deslocamento pode indicar “o estabelecimento de novas e perigosas rotas de migração” a partir da Somália, Eritreia e Etiópia para o estado sudanês e depois para a Arábia Saudita.

Por seu turno, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, indicou um aumento da assistência à Somália com uma série de abastecimentos efectuados às regiões centro e sul do país.

Assistência

Um lote de alimentos para 126 mil pessoas foi disponibilizado nesta terça-feira, a acrescentar aos pacotes de assistência já doados para 90 mil beneficiários somalis.

A agência apontou que a distribuição é feita nos locais onde as populações se encontram, devido ao  facto de grande parte dos refugiados chegar aos acampamentos em estado crítico de saúde.

 

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