Prisioneiros no Haiti são alfabetizados através de projeto das Nações Unidas
BR

14 julho 2011

Detidos selecionados participam de aulas e são formados para treinar colegas de cela; de acordo dados da ONU de 2006, índice de analfabetismo no país de pessoas entre 15 e 24 anos de idade é de 27,7%.

[caption id="attachment_201711" align="alignleft" width="350" caption="O índice de analfabetismo no Haiti é de 27,7% entre 15 e 24 anos"]

Daniela Gross, das Rádio ONU em Nova York.

Na prisão Cap Haitien no Haiti, 10 prisioneiros estão aprendendo a ler e a escrever através de um projeto inédito organizado pelas Nações Unidas. O grupo foi selecionado pela ONU entre outros 608 prisioneiros com base no pouco conhecimento de leitura que tinham.

Depois do fim das aulas, será a vez deles virarem professores. Eles terão que ensinar o que aprenderam para os outros companheiros de cela.

Comportamento

O professor Bruno Wilbert diz que assim, quando sairem daqui, eles poderão “ler, perfeitamente, uma carta ou email que receberem.”

Além das aulas de alfabetização, os prisioneiros também estão recebendo treinamento de comportamento não-violento. Para o professor Wilbert, alguns prisioneiros têm tendência a presentar este tipo de atitude, e por isso é importante fazer também um treinamento psicológico com eles.

Um dos participantes, o prisioneiro Jean Baptiste disse que as aulas estão trazendo muitas mudanças.  Baptiste conta que “agora, eles têm um professor que além de ensinar bom comportamento, também está fazendo deles um modelo para que eles possam ensinar para os outros prisioneiros o que aprenderam.”

O mesmo curso também está sendo dado em outras prisões do país. O objetivo é continuar o projeto e ensinar na próxima fase quase 400 prisioneiros.

 

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