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Campanha de recolha de armas arranca em Cote d’Ivoire com apoio da ONU

Campanha de recolha de armas arranca em Cote d’Ivoire com apoio da ONU

Primeira etapa da operação de entrega voluntária envolve milícias do subúrbio de Youpougion, na capital comercial marfinense, Abidjan.

[caption id="attachment_201635" align="alignleft" width="350" caption="Onuci recolhe armas em Cote d'Ivoire"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Uma campanha de recolha de armas iniciou, esta sexta-feira a oeste da capital comercial marfinense, Abidjan, disse a Missão da ONU em Cote d’Ivoire, Onuci. Os instrumentos são entregues voluntariamente por elementos de milícias no subúrbio de Youpougion.

Falando a jornalistas, o porta-voz da missão, Hamadoun Touré, disse que a iniciativa envolve a Comissão Nacional para Armas Ligeiras, além do Programa Nacional para Reinserção e Reabilitação Comunitária e as forças armadas.

Segurança

A missão referiu-se à necessidade de garantir segurança em todo o país, tendo lançado um apelo para que as comunidades entreguem as armas às autoridades.

A Onuci apontou que iniciativas similares devem decorrer em todo o país e que grandes quantidades de armas e munições já foram recolhidas em Abidjan, após a crise pós-eleitoral que se estendeu até finais de Abril.

Violência

A crise no país também conhecido como Costa do Marfim, terminou com a rendição do antigo presidente, Laurent Gbagbo, após meses de violência devido à recusa em deixar o poder após derrota nas presidenciais. O presidente Alassane Ouattara foi investido em Maio.

A recolha de armas será acompanhado pelo registo dos elementos das milícias, “para que seja feito o seu seguimento durante o processo de integração na nova vida”, aponta a Onuci.

Reconciliação

Por outro lado, a missão disse haver desafios para melhorar a situação de segurança e reestabelecer a lei e ordem como a promoção da coesão social, reconciliação e preparação das eleições legislativas.

Relativamente à situação dos direitos humanos, Hamadoun Touré manifestou preocupação  com a intervenção de alegados elementos das Forças Republicanas de Cote d’Ivoire, grupo armado que durante a crise pós-eleitoral era aliado do presidente Alassane Ouattara.

Durante a semana passada, foram reportados mais de 25 casos de tortura e de maus tratos em quatro cidades do pais. Pelo menos quatro pessoas teriam sido ameaçadas de morte pelos elementos envolvidos.